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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Atlético tem aumento discreto na receita e dívida do clube cresce em 2011


Depois do Cruzeiro, agora é a vez de o Atlético ter o seu balanço financeiro do ano de 2011 divulgado. Após a conquista do 41º título do Campeonato Mineiro, no último domingo, o alvinegro liberou as receitas e os gastos do clube na temporada passada. O rendimento bruto foi de R$ 99,8 milhões, um aumento de 7% em relação a 2010. Mesmo assim, o Galo registrou um prejuízo de R$ 36,1 milhões no fechamento do ano. Já a dívida, no período de 12 meses, aumentou 15% passando para R$ 367,6 milhões. Os números são da empresa Pluri Consultoria.

A receita bruta envolve direitos de transmissão, bilheteria, patrocínio, venda de jogadores, arrecadação com mensalidade do quadro de associados dos clubes sociais, entre outros, e chegou a R$ 99,8 milhões. É a terceira pior entre os 12 principais clubes do país. A arrecadação do Galo só foi maior que a do Botafogo (R$ 58,9 mi) e Fluminense (R$ 79,8 mi). O principal motivo para um ganho menor foi a queda na receita de bilheteria.

Durante todo o ano passado, o Atlético jogou na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, a 70 Km de Belo Horizonte, o que prejudicou bastante não apenas os cofres do Galo, mas também de América e Cruzeiro. Por isso, o clube de Lourdes viu os lucros com ingressos caírem 70% em relação a 2010, quando pelo menos o primeiro semestre foi jogado no Mineirão.

A receita bruta do alvinegro, em 2011, foi dividida da seguinte forma: R$ 40,4 milhões em direitos de transmissão de TV, R$ 2,5 milhões em bilheteria, R$ 18,2 milhões em publicidade e patrocínio, R$ 22,7 milhões com a venda de jogadores e R$ 16 milhões em receitas diversas.

Por outro lado, no mesmo ano, o Atlético registrou um aumento nas despesas – gastos que envolvem o futebol, clubes sociais, esportes amadores, pagamento de funcionários e encargos sociais – chegando a R$ 135,9 milhões. Assim, o clube fechou o ano com um prejuízo de R$ 36,1 milhões.

Desta forma, o Atlético terminou 2011 devendo R$ 367,6 milhões, 15% a mais que em 2010, quando o déficit computado foi de R$ 319,1 milhões. Ou seja, de acordo com os números da Pluri, o Galo é o quarto clube que mais deve no Brasil. O líder é o Botafogo (R$ 566 milhões), seguido por Fluminense (R$ 405 milhões) e Vasco (R$ 387 milhões). Entre os grandes, o Cruzeiro é o que tem a menor dívida: R$ 120 milhões.

1 ponto na temporada custou mais de R$ 1 milhão

Que o ano de 2011 foi ruim para o Atlético dentro de campo ninguém tem dúvidas. Mas o fraco desempenho também refletiu no bolso do clube. Um dado interessante é que cada ponto conquistado pelo Atlético na temporada passada custou exatos R$ 1.049.620,69 aos cofres do Departamento de Futebol.

Dos 59 jogos disputados no ano, o time venceu 26, empatou 9 e perdeu 24. Foram 87 pontos conquistados de 177 possíveis, um aproveitamento de 49%. E o custo com o Departamento de Futebol do Atlético chegou, em 2011, a R$ 91,3 milhões.

Veja o relatório completo aqui.

PS: Ao contrário do que informa o relatório da Pluri Consultoria, o Balanço Financeiro do Atlético foi publicado no site do clube, podendo ser acessado aqui.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Receitas do Cruzeiro aumentam em 2011, mas bilheteria e patrimônio despencam


Foi divulgado nesta segunda-feira, pela empresa Pluri Consultoria, o balanço financeiro do Cruzeiro do ano de 2011. Se por um lado algumas receitas aumentaram, como é o caso da cota de televisão para a transmissão dos jogos, por outro há registros negativos como as quedas nos valores da bilheteria, o que era previsto com as partidas em Sete Lagoas, e no patrimônio líquido do clube, que por sinal vem caindo desde 2006.

De acordo com o relatório, em 2011, o clube celeste elevou as receitas de R$ 101 milhões, em 2010, para R$ 129 milhões. No entanto, este crescimento se deu apenas e tão somente pela cota dos direitos de transmissão da TV, renegociados no ano passado e que saltou de R$ 28 milhões para R$ 55 milhões por temporada. Em contrapartida, os gastos também aumentaram passando de 85 milhões para 99 milhões de reais.

Com os jogos acontecendo em Sete Lagoas, a Raposa perdeu muito em bilheteria. Se em 2010, com o Mineirão, o clube da Toca arrecadou R$ 17 milhões, no ano passado, atuando na Arena do Jacaré, esse número despencou para R$ 4 milhões, anulando o aumento de R$ 11 milhões que o Cruzeiro obteve com as negociações de atletas importantes como Thiago Ribeiro, Henrique, Jonathan e Gil.

Agora, dois dados chamam a atenção. O primeiro é com relação à distribuição das receitas gerada em todo o ano de 2011, em que o Cruzeiro arrecadou apenas 3% com bilheteria, muito menos do que ganhou com o clube social do Barro Preto e Esportes Amadores, que foi de 10%. O líder na arrecadação, é claro, é a cota de TV que representou 43% no orçamento anual do Cruzeiro.

O segundo item que chama a atenção é o patrimônio líquido do Cruzeiro que vem caindo nos últimos cinco anos. Em 2010, estava avaliado em R$ 14 milhões e despencou para R$ 1,3 milhão. Só para se ter uma ideia, em 2006, esse valor era de R$ 75,3 milhões. Muito assustador.

Por fim, em 2011, além do ano difícil dentro de campo, o Cruzeiro fechou as contas no vermelho, com déficit de R$ 13,1 milhões. E ainda, segundo a Pluri, a dívida do clube aumentou 7% de 2010 para 2011. Se antes o clube devia R$ 111,9 milhões, no final do ano passado foi registrado um débito de R$ 120,3 milhões.

Veja o relatório completo aqui.



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Contratações do ano no Atlético formam dois times no 4-3-3

As recentes contratações do lateral-direito Carlos César e do meia-atacante Didira foram as últimas do ano no Atlético. O clube alvinegro fechou a temporada com 23 jogadores contratados. Muito além das "contratações pontuais" que seriam feitas, como disse o presidente Alexandre Kalil no início do ano. A quantidade de atletas dá para se formar dois times no esquema com três atacantes, pois o Atlético contratou dois ou mais jogadores para cada posição.

Dos 23 contratados, cinco atletas não fazem parte do atual grupo, casos de Jobson, Patric, Guilherme Santos, Toró e Caio, e dois nunca foram testados até agora, como o goleiro Lee e o zagueiro Luiz Eduardo. O que aumenta as falhas da diretoria.

Kalil já contratou 73 jogadores na sua gestão e não montou
um time base. (foto: Thiago Nogueira-UOL Esporte)

Com o nome dos atletas em mãos, conseguimos escalar dois times completos no esquema 4-3-3, improvisando apenas na zaga (inserindo os volantes Richarlyson e Gilberto), porque o clube buscou apenas dois jogadores para a posição: Leonardo Silva e Luiz Eduardo. Ainda sobra na "reserva" o atacante Wesley, contratado junto ao Grêmio Prudente (atual Grêmio Barueri).

Mas não foi apenas neste ano que o Atlético contratou uma avalanche de jogadores, deixando de formar uma base para a disputa dos campeonatos. Desde quando assumiu o clube, em outubro de 2008, Alexandre Kalil já trouxe 73 jogadores. Foram 26 atletas em 2009 e mais 24 no ano passado.

Veja as escalações dos contratados de 2011:

Time A:
Goleiro: Giovanni
Lateral-direito: Carlos César
Lateral-esquerdo: Triguinho
Zagueiros: Leonardo Silva e Richarlyson
Meio-campo: Dudu Cearense, Pierre, Mancini
Atacantes: Magno Alves, André e Guilherme

Time B:
Goleiro: Lee
Lateral-direito: Patric
Lateral-esquerdo: Guilherme Santos
Zagueiros: Luiz Eduardo e Gilberto
Meio-campo: Toró, Caio e Didira
Atacantes: Jobson, Marquinhos Cambalhota e Jonatas Obina

Reserva: Wesley