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terça-feira, 8 de maio de 2012

Roma decepciona e fica de fora das competições europeias após 14 temporadas


Depois de 14 temporadas disputando competições europeias, em 2012/2013 a Roma ficará de fora dos dois principais torneios do continente promovidos pela UEFA. Uma perda incrível para os cofres do clube. Ah, me esqueci. Dinheiro já não é mais problema para a Roma. Deve ser por isso, pois o fiasco acontece logo após o clube ser vendido para um grupo de investidores liderado pelo norte-americano Thomas DiBenedetto que passou a tomar as decisões dentro da instituição. Um sujeito que não entende nada de futebol e parece estar cercado de gente que também não sabe.

A atual sétima posição na tabela é a pior da Roma na Serie A italiana desde a temporada 2004/2005, quando ficou em oitavo lugar. Colocação, inclusive, que pode se repetir neste Calcio caso a Roma empate ou perca fora de casa para já rebaixado e lanterna Cesena e o Parma vença o Bologna em seus domínios.

O que não é muito difícil para uma equipe inconstante (para não dizer maluca) que consegue golear a Inter de Milão por 4 a 0 e, na rodada seguinte, perder para o Siena. Ou em uma partida contra o Lecce perder por 4 a 2, mas, no próximo jogo, vencer a Udinese por 3 a 1 e, no confronto seguinte, levar de 4 da Juventus.

Antes da venda para a empresa que tem DiBenedetto como sócio, o clube era comandado desde 1993 pela família Sensi. Em 2008, o então presidente Francesco Sensi, mais conhecido como Franco Sensi, faleceu e o comando passou para a filha Rosella Sensi. Nas últimas seis temporadas, os gialorossi foram vice-campeões italianos por quatro vezes, perdendo o título em todas as oportunidades apenas para a Inter de Milão, que tinha uma equipe excepcional.

Ou seja, antes a Roma não possuía os milhões de euros que hoje estão presentes nos cofres, mas mesmo assim a família Sensi conseguiu fazer um time competitivo. Então, o que falta para DiBenedetto fazer um time vencedor? Dinheiro é que não é. Deve ser competência e conhecimento de futebol mesmo.

Thomas DiBenedetto, um dos sócios da empresa New England Sports
Ventures que comprou a Roma e o Liverpool (foto: Agência Reuters)

Aliás, o Liverpool é controlado pela mesma empresa e "por coincidência" também fez uma péssima campanha na Premier League. A pior dos Reds desde a temporada 1998/99 com relação à pontuação. Venceu a Copa da Liga Inglesa, tudo bem. Mas foi nos pênaltis em cima do modestíssimo Cardiff, da 2ª divisão, além de esta ser uma competição desprestigiada na Inglaterra.

Agora, para a temporada 2012/2013, o americano já pensa em desfazer toda a defesa da Roma, sacando os laterais Rosi e José Ángel e os zagueiros Kjaer e Heinze. Lembrando que os três últimos foram contratados por ele na janela de transferência do meio do ano passado. Por sinal, todos muito ruins, inclusive o Rosi. E ainda contratou um novo técnico, mas agora já pensa em dispensá-lo como se fosse um dos culpados junto com os defensores.

Ações como estas são uma clara confissão de que DiBenedetto e sua trupe erraram feio no planejamento da temporada, além de perder importantes peças para o elenco como Ménez, que saiu para o PSG, Mexès, para o Milan, e Vucinic, para a Juventus.

Reformulou todo o elenco de uma só vez contratando por atacado, além de Kjaer, Heinze e José Ángel, outros nove jogadores: o goleiro Stekelenburg, o zagueiro Nego, o volante Fernando Gago, o meia Pjaníc, e os atacantes Tallo, Bojan, Lamela, Borini e Osvaldo. Mais do que um time inteiro. Destes, creio que só podem acrescentar algo ao time na próxima temporada o goleiro holandês, o meia bósnio e os atacantes Tallo, Bojan e Borini.

Certo é que o time vermelho e amarelo da capital italiana continuará sendo uma incógnita dentro de campo, porque do jeito que as coisas estão caminhando muitos jogadores serão contratados novamente e o elenco não encontrará tão fácil o entrosamento para as duas únicas competições de 2012/2013 (Serie A Italiana e a Copa da Itália). Assim, só posso desejar "Boas" sorte ao próximo técnico, se o português Villas-Boas aceitar a proposta.

Veja as participações da Roma em competições europeias e as posições em que ficou no Campeonato Italiano nos últimos anos:

2012-2013: nenhuma (só disputará a Serie A Italiana e a Copa da Itália)
2011-2012: UEFA Europa League - atualmente, está em 7º lugar na Serie A Italiana
2010-2011: Liga dos Campeões da Europa - 6º lugar na Serie A Italiana
2009-2010: UEFA Europa League - 2º lugar na Serie A Italiana
2008-2009: Liga dos Campeões da Europa - 6º lugar na Serie A Italiana
2007-2008: Liga dos Campeões da Europa - 2º lugar na Serie A Italiana
2006-2007: Liga dos Campeões da Europa - 2º lugar na Serie A Italiana
2005-2006: Copa da UEFA - 2º lugar na Serie A Italiana
2004-2005: Liga dos Campeões da Europa - 8º lugar na Serie A Italiana
2003-2004: Copa da UEFA - 2º lugar na Serie A Italiana
2002-2003: Liga dos Campeões da Europa - 8º lugar na Serie A Italiana
2001-2002: Liga dos Campeões da Europa - 2º lugar na Serie A Italiana
2000-2001: Copa da UEFA - 1º lugar na Serie A Italiana
1999-2000: Copa da UEFA - 6º lugar na Serie A Italiana
1998-1999: Copa da UEFA - 5º lugar na Serie A Italiana
1997-1998: nenhuma (só disputou a Serie A Italiana) - 4º lugar na Serie A Italiana
1996-1997: 12º lugar na Serie A Italiana

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Roma e a obsessão por Villas-Boas




Parece que os diretores da Roma têm uma fixação pelo treinador português André Villas-Boas. De acordo com o jornal português 'A Bola', o clube italiano deseja contratar o ex-técnico do Chelsea para a temporada 2012/2013, no lugar do espanhol Luís Enrique que fez uma péssima campanha e tem o futuro indefinido.

O engraçado é que Villas-Boas já havia declinado uma proposta dos giallorossi quando estava em alta na temporada 2011/2012 no Porto, após conquistar o Campeonato Português, de forma invicta, a Taça de Portugal, a Supertaça Portuguesa e a Liga Europa.

O motivo? O Chelsea tinha interesse em contratá-lo. E o clube inglês, assim como o Porto e ao contrário da Roma, disputaria a Liga dos Campeões da UEFA, competição que Villas-Boas gostaria de participar, segundo declarações, na época, de seu empresário, Dario Canovi, que ainda completou: "A Roma tentou de fato contratar Villas-Boas. Trabalho no mercado português e estou a par de certas movimentações. Mas a Roma não dispõe de dinheiro para tirar Villas-Boas do Porto".

Papo furado do ex-empresário. Dinheiro era o que não faltava ao clube da capital italiana que tinha acabado de ser comprado pela empresa New England Sports Ventures, onde um dos sócios é o empresário norte-americano Thomas DiBenedetto, que também é dono do Liverpool e do Boston Red Sox, equipe de beisebol dos Estados Unidos.

Mas a situação de Villas-Boas no cenário do futebol agora é outra. Até na administração da sua vida profissional. Atualmente, o treinador tem a carreira gerida por Carlos Gonçalves e, segundo o novo empresário, Villas-Boas poderia aceitar ser treinador da Roma. De acordo com Gonçalves, "Villas-Boas ficaria honrado em treinar uma equipe tão importante como a Roma".

Ah tá. Que honra!!! Logo agora que está em baixa pela fraca campanha do Chelsea na Premier League e as péssimas atuações que quase eliminaram os Blues da atual Liga dos Campeões. Ainda sim, será que o português estaria propenso a dirigir uma equipe que está arriscada a não disputar nenhum torneio europeu na próxima temporada? Penso que não. Por isso, aposto que ele irá esperar o fim da Lega Calcio para se decidir.

Mas caso Villas-Boas seja contratado pela Roma, pode até dar certo. Porém não dá para engolir um técnico que esnoba um clube quando está em alta e, depois, quando as coisas mudam, o discurso também é alterado.

Não que eu esteja a favor dos giallorossi. O que dizer também de um clube que “leva um fora” de um treinador e na primeira oportunidade corre atrás dele novamente? Neste caso, a Roma parece até mulher de malandro.