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terça-feira, 15 de maio de 2012

Com o anúncio de Celso Roth, Cruzeiro terá o quarto treinador em menos de um ano


Além de melhorar o desempenho do elenco do Cruzeiro para o Campeonato Brasileiro, que começa no próximo fim de semana, o novo técnico Celso Roth terá outro desafio pela frente: quebrar a sequência de treinadores celestes que não conseguiram permanecer no cargo por muito tempo nos últimos 11 meses. Desde a saída de Cuca, em junho do ano passado, Roth será o quarto treinador da Raposa em menos de um ano. Os anteriores a ele no clube foram Joel Santana, Émerson Ávila e Vágner Mancini.

Antes das seguidas trocas de comando ocorridas na temporada passada, desde 2008, o Cruzeiro teve méritos ao conseguir manter treinadores por mais de um ano no cargo. O primeiro foi Adílson Batista, que ficou por dois anos e meio, e ajudou a montar o elenco que disputou três Libertadores consecutivas (2009, 2010 e 2011).

Logo depois, a diretoria trouxe Cuca. O treinador deu continuidade ao trabalho de Adílson e quase levou a equipe ao título do Brasileiro em 2010, ficando com o vice-campeonato. Mas a saída prematura na Copa Libertadores’2011, ainda nas oitavas de final, após fazer a melhor campanha de todos na fase de grupos, e o fraco desempenho nas rodadas iniciais do Campeonato Brasileiro, derrubou o treinador. No entanto, Cuca ficou no Cruzeiro por pouco mais de um ano.

Depois disso, ninguém mais se segurou no cargo. O desmanche no elenco celeste, com as vendas de Jonathan, Gil, Henrique e Thiago Ribeiro, além da grave contusão de Wallyson, contribuíram para a péssima campanha do time no Brasileirão, o que levou torcida e diretoria à intolerância com os treinadores que estavam no comando. Veio Joel Santana e seu misto de estilo boleiro e paizão. Ficou apenas dois meses e meio no cargo.

Joel foi substituído por Émerson Ávila, que não conseguiu vencer nenhuma partida e 24 dias depois foi devolvido ao cargo de coordenador técnico. Logo em seguida, a diretoria anunciou Vágner Mancini. O treinador chegou para salvar o clube do rebaixamento para a Série B do Brasileiro. Com muita inconstância, o time tropeçou muitas vezes, empatando com adversários diretos na luta contra o descenso. Mas uma goleada histórica por 6 a 1 sobre o arquirrival Atlético, na última rodada, salvou o Cruzeiro da queda e ajudou Mancini a permanecer no cargo no ano seguinte.

A temporada 2012 começou e Mancini já era contestado pela torcida. Perdeu o Campeonato Mineiro para o América, na semifinal, e, logo em seguida, foi eliminado da Copa do Brasil pelo Atlético-PR, nas oitavas de final. Muito pressionado, Vágner Mancini pediu demissão após a partida contra os paranaenses, ficando 7 meses e 16 dias no cargo.

Com um elenco limitado nas mãos, Celso Roth terá muito trabalho à frente do Cruzeiro. O time precisa de pelo menos seis reforços. Mas como o clube celeste está sem dinheiro em caixa, pode ser que cheguem uns três ou quatro e apenas para compor o grupo. Situação complicada para o treinador gaúcho, mas ele já provou em 2009 no Atlético que consegue trabalhar com poucos jogadores de qualidade. É esperar para ver.

Veja os treinadores que o Cruzeiro teve nos últimos 11 meses:

Joel Santana: 19 junho a 02 setembro 2011 (75 dias ou dois meses e meio)

Emerson Ávila: 02 a 26 setembro 2011 (24 dias)

Vágner Mancini: 26 setembro 2011 a 09 maio 2012 (226 dias ou sete meses e meio)

Celso Roth: 15 maio 2012 a ???

Tempo que permaneceram Adílson Batista e Cuca:

Adílson Batista: 06 dezembro 2007 a 03 junho 2010 (910 dias ou 2 anos e meio)

Cuca: 08 junho 2010 a 19 junho 2011 (376 dias ou 1 ano e 11 dias)

sábado, 3 de setembro de 2011

Troca na Toca preocupa

Com os anúncios da demissão do técnico Joel Santana, nesta sexta-feira, e a efetivação do coordenador técnico Emerson Ávila, o Cruzeiro vai para o terceiro treinador ao longo desta temporada. A última vez que o clube celeste teve mais de dois comandantes efetivados no ano foi em 2004. Na época, após a ressaca da conquista da Tríplice Coroa, e da saída conturbada de Vanderlei Luxemburgo, mais três técnicos passaram no comando do time: Paulo César Gusmão, Emerson Leão e Marco Aurélio.

Consequentemente, o ano foi marcado pela eliminação precoce nas oitavas de final da Copa Libertadores para o Deportivo Cali, da Colômbia, e pela pior campanha do clube na era dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro, quando terminou em décimo terceiro lugar.

O ano de 2004 começou complicado para o Cruzeiro. Já em fevereiro, Luxemburgo foi demitido após se desentender com a diretoria celeste, que chamou o seu auxiliar na época, Paulo César Gusmão, para dirigir a equipe. Porém, o discípulo de Luxemburgo durou pouco no comando, sendo dispensado em maio, quando assumiu Emerson Leão, depois de Ney Franco permanecer um período como interino.

Luxemburgo, PC Gusmão, Marco Aurélio e Emerson Leão treinaram o
Cruzeiro nas más campanhas das competições de 2004. (Crédito: montagem)

Com a má campanha no Brasileiro, o ex-goleiro da Seleção Brasileira ficou no cargo somente até julho, quando pediu para sair em decisão conjunta com a direção. Ney Franco voltou a ser o “técnico tampão” até a chegada de Marco Aurélio, em agosto. Mas não tardou para a diretoria celeste mandá-lo embora em novembro, depois da derrota de 4 a 1 para o São Caetano. Pela terceira vez, Ney Franco assumiu interinamente o comando da equipe até o final daquele ano.

Comando mais constante

Em seis temporadas, o Cruzeiro manteve uma linha e não trocou muitas vezes o comando técnico. Foram, no máximo, dois por ano. Em 2005, passaram pelo Cruzeiro Levir Culpi, que ficou de janeiro a julho, e novamente PC Gusmão, que permaneceu até agosto de 2006. Logo depois assumiu Oswaldo de Oliveira que ficou até dezembro, quando a diretoria não quis renovar o seu contrato.

Para a temporada 2007, o clube contratou Paulo Autuori, que deixou o clube em abril para a chegada de Dorival Júnior, que saiu no final do ano. De 2008 a junho de 2010, o treinador foi Adílson Batista. Depois, Cuca foi anunciado e ficou até junho de 2011.

Diretoria não aprende

Sete anos depois, a diretoria do Cruzeiro está cometendo os mesmos erros. Para piorar a situação, vendeu quatro jogadores importantes para a equipe – Henrique, Thiago Ribeiro, Gil e Dudu – e não repôs com qualidade contratando Keirrison, Bobô e Cribari. Apesar dos dois últimos ainda não terem tempo suficiente para mostrarem que têm futebol, penso que são fracos tecnicamente e não acrescentarão nada ao time, assim como Keirrison, que está mal fisicamente e não atua bem desde 2009 quando saiu do Palmeiras pensando que jogaria no Barcelona.

Zezé Perrella, que estava na diretoria de 2004, não aprendeu com os erros daquele
ano, quando o clube trocou de técnico por quatro vezes. (Crédito: Site do Cruzeiro)

As sucessivas trocas de comando técnico no Cruzeiro preocupam seriamente a longo prazo, principalmente o desmanche promovido no grupo. A diretoria que assumir em 2012 terá muito trabalho para recolocar a equipe no caminho certo e não descarrilar de vez o trem azul.

domingo, 7 de agosto de 2011

Atlético e Cruzeiro juntam os cacos e América respira

Terminada a 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, Atlético e Cruzeiro juntam os cacos restantes. Por outro lado, o América salvou os mineiros de ficarem duas rodadas sem vitórias na competição.

Após uma reunião com a diretoria atleticana, Dorival Júnior deixou o comando técnico do time com 15 pontos e um aproveitamento de 33%. Um desempenho parecido com o de Luxemburgo na mesma 15ª rodada do Brasileirão do ano passado, quando o Atlético marcou 13 pontos e estava com 29% de rendimento.

Em números, Dorival fica à frente de Celso Roth, mas será que o torcedor não prefere o time de Roth que lutou pelos primeiros lugares no Nacional de 2009? O mais estranho é que sai treinador, entra treinador e o clube não consegue deslanchar.

Veja duas declarações de Luxemburgo ao ser demitido do Atlético após a derrota para o Fluminense: “O Atlético dá todas as condições de trabalhar, poucos times têm estas condições que o Atlético dá, então eles (jogadores) têm de se unir muito mais”; “Contratamos jogadores, mas a coisa não fluiu. Não tem nenhum ressentimento com o Kalil, com a diretoria do Atlético”.

Agora veja o que Dorival disse, em entrevista ao portal Superesportes: “Um agradecimento especial ao Alexandre Kalil, que foi uma pessoa mais do que correta e buscou com todos os esforços possíveis para que nós pudéssemos ter a condição de um bom trabalho. Infelizmente, acabou acontecendo. Foi uma situação que fugiu àquilo que tínhamos programado. O Atlético merece resultado, porque o trabalho está sendo muito correto lá dentro. Saio com essa frustração por não ter dado retorno à confiança que foi depositada”.

Alguma coincidência? Será que o problema é o técnico ou ainda há mais coisas que não se encaixam dentro do Atlético. Não é possível dois treinadores que saíram por último do clube darem declarações tão parecidas. Quem precisa rever conceitos é a diretoria do Atlético e não o Dorival Júnior ou o Vanderlei Luxemburgo.

Em Porto Alegre, tarde horrorosa do trio de arbitragem na derrota do Cruzeiro para o Internacional por 3 a 2. Anulou um gol claro do Cruzeiro, marcado por Anselmo Ramon. Gol que seria o empate cruzeirense. Depois, o árbitro Wilton Pereira Sampaio ainda não marcou pênalti em Montillo. Joel Santana disse, após o jogo, que “foi uma das maiores garfadas da história do futebol". Menos Joel. O Cruzeiro foi prejudicado, mas já aconteceram maiores “catástrofes” da arbitragem. Você é que trabalhou mais no Rio de Janeiro e não está muito acostumado com as “garfadas”.

Apesar da quarta derrota seguida, Joel permanece no clube e tem a confiança da diretoria, pelo menos até o jogo contra o Avaí, no próximo sábado, em Uberlândia. Para fechar o domingo nebuloso para a Raposa, o atacante Wallyson fraturou o tornozelo esquerdo e só deve voltar no ano que vem. Wallyson que vinha sendo o melhor avançado do time. Aliás, o ataque é o setor mais criticado, ao lado das laterais, e o time celeste tem uma baixa importantíssima para a sequência do campeonato.

Vamos para o lado positivo da 15ª rodada. O América se deu bem, e muito bem por sinal. Depois de incríveis 13 partidas sem vencer, o Coelho goleou o Fluminense, atual campeão Brasileiro, por 3 a 0, na estreia do técnico Givanildo Oliveira. O goleiro Neneca ainda pegou um pênalti cobrado por Rafael Moura. Um passo importante para tentar fugir do rebaixamento para o time que, com o triunfo, subiu o aproveitamento de 19% para 24%. Apesar da vitória, vejo o elenco americano muito fraco para a primeira divisão e acredito que o Coelho não escapará da queda para a Série B no ano do centenário. Infelizmente.