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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Impressões do Novo Independência


Quarta-feira, 25 de abril de 2012. Data que marcou a volta do futebol a Belo Horizonte após 22 meses. E lá estava este blogueiro incluído no meio do público de 9.250 presentes no novo Estádio Independência. América e Argentinos Juniors fizeram as honras da casa. O resultado da partida pouco importou. O mais relevante era como estariam as instalações dentro da nova construção que custou R$ 149 milhões aos cofres públicos.

Antes de relatar como foi minha experiência no novo estádio, digo que o local é muito bonito, quase impecável para o torcedor. Onde fiquei, no anel inferior, a visão do campo estava perfeita – a não ser quando as pessoas à frente se levantam para acompanhar algum lance. Já o anel superior, alvo da polêmica dos pontos cegos por conta dos guarda-corpos, estava interditado. O gramado é um tapete e a iluminação é muito boa.

Luva de limpeza foi deixada nas
arquibancadas após rápida faxina
realizada minutos antes da partida
Mas como a maioria das pessoas só fará elogios ao estádio, vou partir para as ressalvas, assim como há nos laudos do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar para a liberação do estádio para 23 mil pessoas.

Logo na chegada, às 21h – meia hora antes de a partida começar –, encontrei uma grande fila para entrar no estádio, mas que andava muito rápido e, assim, não houve problemas. Mas quando me aproximava das catracas, três sujeitos furaram a fila entrando justamente na minha frente. Os seguranças do local nada fizeram.

Dentro do Independência, a limpeza de última hora, feita às pressas pelos funcionários do consórcio que administra o local, foi visível. Debaixo de um dos assentos, no setor das cadeiras laterais, no anel inferior, encontrei uma luva de limpeza jogada no chão.

Durante a partida, notei alguns pontos que deixaram a desejar. O placar eletrônico de alta definição é muito bonito, porém ficou atrás de um dos gols com uma tela de proteção sustentada por canos de ferro que atrapalham na hora de se fazer alguma imagem do placar. Poderia ter ficado em um local mais alto. Entre as duas torres de camarote, sustentado pela estrutura de aço que cobre as arquibancadas, por exemplo.

Outra falha notada foi no sistema de som, que é baixo. Consegui enxergar apenas duas caixas de som atrás de um dos gols e ao lado do placar eletrônico. Mesmo com pouco menos de 10 mil pessoas no estádio, o barulho da torcida abafou o áudio da competente locutora Pollyanna Andrade. Imagine com a lotação máxima!

Não há lixeiras nos corredores entre as arquibancadas. Por isso, vários copos descartáveis, latas de refrigerante, de cerveja, pacotes de salgadinho e de pipoca consumidos pelo público ficou jogado debaixo das cadeiras ao fim da partida.

Por fim, reparei em um detalhe curioso. O estádio Independência é propriedade do América – e cedido ao Governo do Estado de Minas Gerais para realizar a reforma – e a identidade do local é inteiramente do Coelho, tanto que as cadeiras são verdes.

Escudo do América, ao lado do gol,
não foi gravado no gramado
No entanto, nesta partida inaugural contra o Argentinos Juniors, deu para perceber que havia escudos do América ao lado de cada um dos gols, assim como no Engenhão, do Botafogo, e no Camp Nou, do Barcelona. Porém os escudos não estavam gravados no gramado, mas colocados provisoriamente como um tapete.

Quer dizer: cada clube que jogar no Independência como mandante, seja Atlético ou Cruzeiro, poderá, se quiser, inserir seu distintivo ao lado de cada meta, personalizando o estádio. Uma furada da diretoria americana que ainda pode ser consertada, já que o Independência lhe pertence.



Veja outras fotos do Novo Independência:

O gramado é um verdadeiro tapete
Quando os torcedores se levantam das
cadeiras, a visibilidade fica prejudicada
Placar eletrônico
Anel superior com o guarda-corpo
que prejudica a visão do jogo
foi interditado
Visão do torcedor no anel inferior,
abaixo das cabines de imprensa
Anel superior com o guarda-corpo
que prejudica a visão do jogo
foi interditado

Ao centro, uma das duas torres onde
ficam os camarotes vip
Detalhe das cadeiras em diferentes
tons de verde


Atrás dos gols há uma tela de
proteção para os torcedores
A iluminação é muito boa


Vídeo que editei em homenagem à torcida do América que fez a festa no Independência:




Como a bola rola macia no gramado do Novo Independência:




Euller saindo de campo na sua despedida do futebol profissional:




quinta-feira, 19 de abril de 2012

Somando 2 Arenas do Jacaré não dá 1 Mineirão

Com proximidade da inauguração do novo estádio Independência – mesmo que parcial – América, Atlético e Cruzeiro voltarão a jogar na capital após quase dois anos. Desde o fechamento do Mineirão, em junho de 2010, as três equipes passaram 22 meses mandando a maior parte dos seus jogos em Sete Lagoas.

Pensando nisso, o blog Tabelinha E.C decidiu realizar um levantamento e constatou que, em dois anos jogando a 1ª fase do Estadual na Arena do Jacaré, os clubes da capital não conseguiram faturar o que atingiram com o último ano de Mineirão.

O clube que mais perdeu foi o Atlético. Somando o valor arrecadado na 1ª fase do Campeonato Mineiro’2011 e 2012, o saldo líquido* do Galo foi três vezes menor do que o alcançado na fase classificatória do Estadual de 2010, quando o time atuou no Mineirão.

Nos jogos em que foi o mandante em Sete Lagoas, no ano passado e neste ano, o alvinegro arrecadou R$ 326.770,83. Já no Gigante da Pampulha, em 2010, o Galo embolsou R$ 1.119.592,03. Ou seja, o valor auferido pelo Galo, apenas na fase classificatória do Mineiro no ano passado e nesta temporada, atingiu somente 29% do montante que o clube conseguiu em 2010.

Uma das explicações para o valor tão abaixo é o valor do ingresso que a diretoria diminuiu muito quando o Atlético jogou o Estadual na Arena pela primeira vez, em 2011. O preço médio cobrado foi de R$ 7,45, enquanto que no Mineirão, o valor médio era de R$ 17,89. Mas, na primeira fase deste ano, a direção atleticana voltou a cobrar ingressos no padrão antigo: R$ 17,59.


O América, por sua vez, também levou um grande prejuízo com a mudança para Sete Lagoas. Nos jogos em casa da 1ª fase do Campeonato Mineiro’2010, atuando no Estádio do Mineirão – pois o Independência já estava em obras –, o Coelho embolsou o valor líquido de R$ 200.211,68.

Somando o montante referente também à fase de classificação do Estadual de 2011 e 2012, o América arrecadou pouco mais da metade do valor da época em que jogou na capital: 59%, ou seja, R$ 118.754,35.

E a diretoria americana não aliviou no preço das entradas, como o Atlético. Em 2010, o valor médio do ingresso para assistir a um jogo do América na primeira fase do Mineiro foi de R$ 15,18. No ano passado, subiu para R$ 21. E nesta temporada foi elevado para R$ 22,58.

Apesar de também ter arrecadado menos, o Cruzeiro foi o que se deu melhor. Somando o saldo líquido referente à 1ª fase do Estadual de 2011 e deste ano, o clube celeste conseguiu 75% do montante recolhido quando jogou a 1ª fase do campeonato no Estádio do Mineirão, em 2010.

Jogando em Belo Horizonte, o Cruzeiro lucrou R$ 842.584,23. Enquanto que nos dois anos atuando na Arena do Jacaré, o valor chegou a R$ 633.809,26. Assim como o América, a Raposa não diminuiu o valor médio cobrado pelo ingresso, o que colaborou para o clube ter uma perda menor que o arquirrival. Em 2010, foi de R$ 19,96; no ano passado alcançou R$ 20,25; e nesta temporada foi de R$ 18,93.

Comparativo dos saldos líquidos arrecadados pelos clubes da capital na 1ª fase do Campeonato Mineiro de 2010, 2011 e 2012:

América
2010 = lucro de R$ 200.211,68

2011 = lucro de R$ 135.701,11

2012 = prejuízo de R$ 16.946,76

Atlético
2010 = lucro de R$ 1.119.592,03

2011 = lucro de R$ 37.817,44

2012 = lucro de R$ 288.953,39

Cruzeiro
2010 = lucro de R$ 842.584,23**

2011 = lucro de R$ 399.083,78

2012 = lucro de R$ 234.725,48

* Todos os números apresentados são referentes ao dinheiro que realmente entrou nos cofres dos clubes, onde eu chamo de Saldo Líquido, composto pela Arrecadação Líquida (renda bruta de bilheteria subtraída pelas despesas geradas para a realização da partida) menos o Prejuízo que o clube mandante teve em algum jogo (quando o dinheiro da bilheteria não cobriu as despesas). Já os valores para a realização desta conta foram retirados dos Boletins Financeiros de cada partida, divulgados no site da Federação Mineira de Futebol.

** O valor líquido gerado pelo jogo entre Cruzeiro e Uberaba, no Estádio Mineirão, válido pelo Estadual de 2010, foi calculado por aproximação tendo como base o público pagante e a renda informados no site oficial do Cruzeiro, na seção Fichas Técnicas. Isso porque a FMF não divulgou o Boletim Financeiro deste jogo.


terça-feira, 17 de abril de 2012

América e Atlético registram queda no público da 1ª fase em relação ao Mineiro do ano passado

O público total da primeira fase do Campeonato Mineiro deste ano sofreu uma queda de 20% em relação à edição do ano passado. Mas se olharmos apenas para os clubes, América e Atlético tiveram menos torcedores no estádio, enquanto o Cruzeiro foi o único da capital a registrar alta no público.

O clube que mais sofreu com a redução no número de torcedores nos estádios, durante a fase de classificação do Estadual, da temporada 2011 para este ano foi o América: queda de 76%.

Nos seis jogos da fase classificatória do Estadual do ano passado, o Coelho levou 22.064 pessoas a campo. Em 2012, o público do América nas seis partidas disputadas em casa despencou para 5.242 torcedores. Média de 874 pagantes por jogo. Um recorde negativo, já que dentre os 12 clubes que disputam a competição, o América foi o que levou menos pessoas aos seus jogos. Assim, o Coelho conseguiu ainda a proeza de ser único clube da competição a ter média de público inferior a mil torcedores por jogo.

E este número inexpressivo inclui o jogo contra o Atlético, em que os americanos foram mandantes. Apenas o clássico levou 4.067 pessoas à Arena do Jacaré, porém a maioria foi de atleticanos. Se retirarmos esta partida, sobram 1.175 americanos em cinco jogos e a média cai para 235 testemunhas por confronto.

A torcida do Atlético também teve sua presença reduzida em Sete Lagoas, em relação ao ano passado. Na primeira fase da edição 2011 do Estadual, 44.655 atleticanos compareceram ao estádio em cinco oportunidades, enquanto neste ano, a contagem regrediu para 33.435 pessoas também em cinco jogos. A queda foi de 25%.

Apenas o Cruzeiro registrou aumento no número total de torcedores comparando-se com a primeira fase do Campeonato Mineiro 2011. Neste ano, 27.183 cruzeirenses estiveram nas arquibancadas durante os seis confrontos em casa. Na temporada anterior, 25.564 torcedores apoiaram o time no Mineiro. Aumento de 6%. Vale lembrar que, no ano passado, a Raposa disputou a Libertadores junto com o Estadual, o que dividia as atenções da torcida, fato que não acontece agora.

América
Público em 2011                Público em 2012         Redução
22.064 torcedores               5.242 torcedores            76%

Atlético
Público em 2011               Público em 2012         Redução
44.655 torcedores             33.435 torcedores            25%

Cruzeiro
Público em 2011               Público em 2012         Aumento
25.564 torcedores              27.183 torcedores            6%


sexta-feira, 30 de março de 2012

Campanha do Democrata-GV poderá ser a pior dos últimos 7 anos

Foto: divulgação/site Democrata-GV

No Campeonato Mineiro deste ano ficou escancarado o abismo que separa Atlético, Cruzeiro e América dos outros times. Mesmo após a derrota do Coelho para o Tupi, o time de Givanildo Oliveira ainda é muito superior às equipes do interior do estado. Assim como o triunfo do Guarani, de Divinópolis, sobre o Cruzeiro, em jogo antecipado da segunda rodada, também foi por acaso.

Os times do interior enfrentam os da capital, principalmente Atlético e Cruzeiro, contentando-se apenas em se defender. A partida se transforma em um mero treino de ataque contra defesa. Desta forma, a campanha ao longo da primeira fase fica abaixo das desenvolvidas nos últimos anos.

Olhando para a parte de baixo da tabela encontramos o Democrata-GV com apenas 1 ponto em oito rodadas. Apenas o Guarani, de Divinópolis, foi capaz de se aproximar de uma campanha tão desastrosa como a deste ano da Pantera.

Em 2009, o Bugre foi rebaixado sem vencer uma partida sequer no Campeonato Mineiro. Naquele ano, na oitava rodada, o Guarani também estava com 1 pontinho. Porém, o time de Divinópolis conseguiu mais dois empates nas duas últimas rodadas e terminou o campeonato com 3 pontos.

Por isso, caso não some mais dois pontos nas próximas três rodadas, o Democrata-GV pode terminar a primeira fase do Mineiro como a pior campanha desde a edição de 2005, quando foi implantado o novo regulamento com 12 equipes.

Em termos de comparação, a campanha do Democrata-GV é tão preocupante que no Estadual de 2011, Ipatinga e Funorte foram rebaixados com 7 e 5 pontos, respectivamente, e ambos conseguiram obter uma vitória. Na oitava rodada, o Tigre não havia vencido ainda, mas já estava com 4 pontos. Já o Funorte, chegou a vencer um jogo (justamente na 8ª rodada) e estava com 5 pontos.

No Mineiro de 2010, Uberlândia e Ituiutaba foram rebaixados com 5 pontos e venceram pelo menos uma partida antes de completar a oitava rodada, onde ambos já se encontravam na lanterna, porém com 4 pontos. Uma campanha quatro vezes melhor do que a do Democrata-GV neste ano.

Campanha inferior também para se classificar em quarto lugar

A fraca campanha das equipes do interior de Minas também se reflete na parte de cima da tabela. Antes da vitória sobre o América, na última quarta-feira, o Tupi, quarto colocado, estava com 54% de aproveitamento. Hoje, a equipe de Juiz de Fora subiu para 59,26%. Mesmo assim está abaixo da média dos últimos dois anos, quando o quarto lugar se classificou com 63,64% de aproveitamento.

No Mineiro de 2010, se classificavam oito equipes, mas o Tupi terminou a primeira fase em quarto lugar com 21 pontos. No ano passado, foi a vez do América-TO se classificar para a semifinal como o quarto colocado, também com 21 pontos.

Faltando apenas duas partidas para terminar a primeira fase para o Tupi, a equipe tem 16 pontos e poderá chegar a 22 pontos, superando a marca do quarto colocado dos campeonatos passados. Porém, o Galo de Juiz de Fora ainda terá de enfrentar o Atlético na última rodada, o que dificultará bastante para que o time supere os 21 pontos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Rendimento de técnicos prejudica clubes mineiros na luta contra rebaixamento

O Cruzeiro anunciou, no início da tarde desta segunda-feira, Vagner Mancini como o treinador para salvar o time da queda para a Série B do Campeonato Brasileiro. Mas a troca no comando técnico não tem surtido efeito para a regularidade no desempenho de América, Atlético e Cruzeiro no torneio nacional.

Pelo contrário, os números mostram que o aproveitamento dos técnicos tem prejudicado os três times na luta contra o rebaixamento. As saídas de Mauro Fernandes, Dorival Júnior, e Cuca não contribuíram em nada para melhorar o desempenho das equipes dentro do Brasileirão.

Os matemáticos dizem que 45 pontos são suficientes para um time não cair para a Série B. Portanto, nos 12 jogos restantes do campeonato, o Cruzeiro terá que fazer 16 pontos para se manter na Série A. Assim, o quarto treinador celeste no Brasileirão vai ter que levar o time a vencer cinco partidas e empatar uma, ou ainda, vencer quatro e empatar outras quatro.

Um aproveitamento de 44,4%, número que apenas Joel Santana conseguiu atingir até o momento. No início do campeonato, Cuca era o treinador e, após a eliminação na Libertadores, conseguiu apenas 20% de aproveitamento e foi demitido. Veio Joel Santana, mas, apesar do desempenho de 60%, o estilo de jogo defensivo fez com que o “papai Joel” desagradasse diretoria e torcida. Emerson Ávila foi efetivado no cargo, mas não conseguiu vencer em seis jogos e amargou pífios 11,1% de rendimento.

Vagner Mancini foi anunciado como novo técnico
do Cruzeiro. (foto: LC Moreira/Lancenet)

Vagner Mancini chega com números modestos. A título de comparação – pois os times são diferentes –, no Ceará, Vagner Mancini conquistou 39,1% dos pontos nos 23 jogos do campeonato, o que, nas projeções de hoje, pode representar a queda do Cruzeiro para a Série B.

Já o Atlético terá que somar 20 pontos nas próximas 12 partidas para não cair. Um aproveitamento de 55,5%, o que nem Dorival muito menos Cuca – até o momento – conseguiram alcançar. Nas 15 partidas em que dirigiu o alvinegro, Dorival conquistou 15 pontos (33,3%). Foi demitido pela diretoria e Cuca assumiu. Em 11 jogos, o atual comandante melhorou o conjunto da equipe, mas piorou os números e conquistou 10 pontos em 11 jogos (30,3%).

A pior situação é a do América. Virtual rebaixado, o time precisa conquistar 26 pontos em 36 possíveis. Um rendimento de 72,2%. E, de todos os três treinadores que tentaram, nenhum deles conseguiu alcançar sequer a metade deste aproveitamento proposto para escapar da degola. Mauro Fernandes conquistou apenas seis pontos (22,2%). Antônio Lopes somou mais dois e derrubou o rendimento para 16,6% e Givanildo Oliveira elevou para 30,5% o aproveitamento americano no campeonato. Mesmo assim, não é o suficiente para tirar o clube da zona de rebaixamento.

Veja o aproveitamento de cada treinador neste Brasileirão:

América:
- Mauro Fernandes: 22,2% aproveitamento em 9 jogos (6 pontos em 27 possíveis)
- Antônio Lopes: 16,6% aproveitamento em 4 jogos (2 pontos em 12 possíveis)
- Givanildo Oliveira: 30,5% aproveitamento em 12 jogos (11 pontos em 36 possíveis)

* Milagres, técnico dos juniores, dirigiu o América, interinamente, durante a troca de Lopes por Givanildo, na derrota por 2 a 1 para o Corinthians.

Atlético:
- Dorival Júnior: 33,3% aproveitamento em 15 jogos (15 pontos em 45 possíveis)
- Cuca: 30,3% aproveitamento em 11 jogos (10 pontos em 33 possíveis)

Cruzeiro:
- Cuca: 20% aproveitamento em 5 jogos (3 pontos em 15 possíveis)
- Joel Santana: 60% aproveitamento em 15 jogos (24 pontos em 45 possíveis)
- Emerson Ávila: 11,1% aproveitamento em 6 jogos (2 pontos em 18 possíveis)
- Vagner Mancini (comando do Ceará): 39,1% aproveitamento nos 23 jogos (27 pontos em 69 possíveis)

domingo, 7 de agosto de 2011

Atlético e Cruzeiro juntam os cacos e América respira

Terminada a 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, Atlético e Cruzeiro juntam os cacos restantes. Por outro lado, o América salvou os mineiros de ficarem duas rodadas sem vitórias na competição.

Após uma reunião com a diretoria atleticana, Dorival Júnior deixou o comando técnico do time com 15 pontos e um aproveitamento de 33%. Um desempenho parecido com o de Luxemburgo na mesma 15ª rodada do Brasileirão do ano passado, quando o Atlético marcou 13 pontos e estava com 29% de rendimento.

Em números, Dorival fica à frente de Celso Roth, mas será que o torcedor não prefere o time de Roth que lutou pelos primeiros lugares no Nacional de 2009? O mais estranho é que sai treinador, entra treinador e o clube não consegue deslanchar.

Veja duas declarações de Luxemburgo ao ser demitido do Atlético após a derrota para o Fluminense: “O Atlético dá todas as condições de trabalhar, poucos times têm estas condições que o Atlético dá, então eles (jogadores) têm de se unir muito mais”; “Contratamos jogadores, mas a coisa não fluiu. Não tem nenhum ressentimento com o Kalil, com a diretoria do Atlético”.

Agora veja o que Dorival disse, em entrevista ao portal Superesportes: “Um agradecimento especial ao Alexandre Kalil, que foi uma pessoa mais do que correta e buscou com todos os esforços possíveis para que nós pudéssemos ter a condição de um bom trabalho. Infelizmente, acabou acontecendo. Foi uma situação que fugiu àquilo que tínhamos programado. O Atlético merece resultado, porque o trabalho está sendo muito correto lá dentro. Saio com essa frustração por não ter dado retorno à confiança que foi depositada”.

Alguma coincidência? Será que o problema é o técnico ou ainda há mais coisas que não se encaixam dentro do Atlético. Não é possível dois treinadores que saíram por último do clube darem declarações tão parecidas. Quem precisa rever conceitos é a diretoria do Atlético e não o Dorival Júnior ou o Vanderlei Luxemburgo.

Em Porto Alegre, tarde horrorosa do trio de arbitragem na derrota do Cruzeiro para o Internacional por 3 a 2. Anulou um gol claro do Cruzeiro, marcado por Anselmo Ramon. Gol que seria o empate cruzeirense. Depois, o árbitro Wilton Pereira Sampaio ainda não marcou pênalti em Montillo. Joel Santana disse, após o jogo, que “foi uma das maiores garfadas da história do futebol". Menos Joel. O Cruzeiro foi prejudicado, mas já aconteceram maiores “catástrofes” da arbitragem. Você é que trabalhou mais no Rio de Janeiro e não está muito acostumado com as “garfadas”.

Apesar da quarta derrota seguida, Joel permanece no clube e tem a confiança da diretoria, pelo menos até o jogo contra o Avaí, no próximo sábado, em Uberlândia. Para fechar o domingo nebuloso para a Raposa, o atacante Wallyson fraturou o tornozelo esquerdo e só deve voltar no ano que vem. Wallyson que vinha sendo o melhor avançado do time. Aliás, o ataque é o setor mais criticado, ao lado das laterais, e o time celeste tem uma baixa importantíssima para a sequência do campeonato.

Vamos para o lado positivo da 15ª rodada. O América se deu bem, e muito bem por sinal. Depois de incríveis 13 partidas sem vencer, o Coelho goleou o Fluminense, atual campeão Brasileiro, por 3 a 0, na estreia do técnico Givanildo Oliveira. O goleiro Neneca ainda pegou um pênalti cobrado por Rafael Moura. Um passo importante para tentar fugir do rebaixamento para o time que, com o triunfo, subiu o aproveitamento de 19% para 24%. Apesar da vitória, vejo o elenco americano muito fraco para a primeira divisão e acredito que o Coelho não escapará da queda para a Série B no ano do centenário. Infelizmente.