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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Fim da Série D pode estar sendo forçada


Há duas semanas, presidentes de Federações de todo o país estiveram reunidos em uma assembleia geral com o presidente da CBF, José Maria Marin. Um dos assuntos em discussão foi a possibilidade de acabar com a Série D do Campeonato Brasileiro. A maioria dos mandatários estaduais pensa que o torneio é deficitário e os clubes não conseguem arcar com as despesas. Marin aceitou a proposta, dizendo que encomendou estudos de técnicos para avaliar o melhor a se fazer com a quarta divisão e pediu 30 dias para responder.

Pois bem, daqui a mais ou menos 15 dias saberemos se a Série D deixará de existir no calendário brasileiro a partir de 2014. Até agora alguns clubes como Guarani-MG, Veranópolis-RS e Novo Hamburgo-RS já anunciaram que não têm condições de disputar a quarta divisão, que começa no dia 30 de maio. Mas novas desistências vêm por aí. O Brusque-SC também está perto de desistir.

Assim, com a negativa dos clubes que conquistaram no campo o direito de participar da Série D, a vaga em aberto cai no colo de outros clubes que também alegam não ter condições financeiras para competir. Em Minas Gerais a situação é uma das piores, se não for a pior. Com a desistência do Guarani, de Divinópolis, sexto lugar no Campeonato Mineiro 2012, abriu vaga para a Caldense, 7º lugar, mas que também deve dizer não à Série D.

América, de Teófilo Otoni, 9º lugar, que já desistiu da competição no ano passado deve repetir a decisão caso seja escolhido. O 10º colocado Villa Nova seria o próximo, mas deve declinar pelo mesmo motivo: não tem dinheiro. E os rebaixados Democrata, de Governador Valadares, e Uberaba também dizem não ter condições. A saída encontrada pode ser conceder a vaga ao campeão do Módulo II, a segunda divisão Mineira.

Mas será que esse desinteresse de clubes mineiros, catarinenses e gaúchos em participar da Série D não tem a ver com a proposta feita à CBF pela maioria das Federações para acabar com a quarta divisão nacional? É apenas uma pergunta. Pode ser uma estratégia dos clubes para tentar convencer a opinião pública de que a Série D não é viável. Uma forma errônea, diga-se de passagem.

Mais um ato vergonhoso dos dirigentes do nosso futebol. Ao invés de propor mudanças na competição, se está dando prejuízo, eles acham melhor acabar e inchar a Série C novamente, que hoje conta com 20 clubes, mas que antes da criação da quarta divisão nacional tinha 64. Vale lembrar que a atual Série D tem 40 clubes, ou seja, juntando a quantidade de times das duas divisões não dá o que a antiga Série C possuía. Atualmente, a fórmula é mais enxuta.

No entanto, o maior problema para os clubes é a falta de investimento. Os presidentes das Federações insistem em dizer que a Série D não atrai investidores. O responsável pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Rubens Lopes, alegou que “Para um clube da série D chegar a série A, são no mínimo três anos. Para um investidor, é um investimento de risco a muito longo prazo”.

Os tais “investimentos”, em sua maioria, são os custos que os clubes têm para jogar o torneio como passagens aéreas e hospedagem. Então, é mais fácil para os presidentes de clubes e federações cobrarem investimento por parte de empresas privadas do que para a CBF.

Por que a entidade não pode custear os itens citados assim como faz nas Séries A, B e C? Aliás, a entidade máxima do futebol não custeava passagens aéreas e hospedagem na Série C até 2008, quando ainda não existia a quarta divisão.

Só a partir da criação da Série D, em 2009, que a CBF passou a cobrir os custos com viagens e hotel. E por que clubes e federações não reclamavam antes? São questões que ficam no ar.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Vamos conferir se deu certo?

Todo final do mês de dezembro vemos na TV ou lemos em jornais, revistas e Internet entrevistas com astrólogos, videntes, bruxos e afins falando sobre as previsões para o novo ano. Afinal, o ser humano é obcecado por saber do seu futuro e da sociedade. Porém até hoje não vi uma matéria abordando os erros – e porque não os acertos – que estas pessoas tiveram ao longo do ano que passou.

Como o blog é esportivo, vou ater-me a este universo, deixando claro que minha explanação vale também para temas de política, celebridades, economia e outros explorados pelos “futurólogos”. Sei que muitos acreditam no que dizem essas pessoas. Respeito, mas eu prefiro acreditar que as supostas previsões são muito genéricas, o que ajuda a camuflar os erros. Prova é que eles nunca dizem qual time será o campeão. Mas há os que se arriscam e citam nomes, o que aumenta a chance de falar besteira.

Hoje, li uma coluna de um desses futurólogos: o Alexandre Cigano, muito famoso em Belo Horizonte por fazer previsões para os times mineiros e, segundo ele, acertar. No início ele diz: “Está chegando mais uma etapa do Campeonato Mineiro (2012) e já posso prever o que vem aí para os times de Minas Gerais. No ano passado, deixei claro que, segundo indicações dos astros e das cartas, o Cruzeiro, o Atlético e o América iriam brigar somente pelo título estadual. Também afirmei que o ano não seria fácil para os três times e que o Cruzeiro levaria a taça do Mineiro. O que, de fato, aconteceu”.

Parabéns, Cigano!! Acertou mesmo. Mas em um campeonato que apenas dois clubes juntos têm 99% de chances de ser o campeão, a probabilidade de acertar a previsão é muito alta para quem diz prever o futuro.

Alexandre Cigano arriscou-se ainda nas previsões para o Brasileirão do ano passado. De acordo com ele, adivinhou também a classificação final. “No Campeonato Brasileiro de 2011, também acertei com minhas previsões: foi um grande ano para o Corinthians e para o Flamengo, que estão na disputa pela Copa Libertadores”.

Cigano esqueceu-se, entretanto, de falar que, em sua coluna de 2011, previu o Tricolor Paulista também como potencial campeão Brasileiro de 2011 e que o Flamengo APENAS venceria o confronto direto contra os paulistas. “O São Paulo terá um ano bom, com grande energia positiva, podendo até mesmo alcançar o topo do Brasileirão, mas o Flamengo obterá um resultado muito importante neste maravilhoso clássico”. Ou seja, em nenhum momento Cigano disse que o Flamengo conquistaria uma boa posição no campeonato.

Em relação ao desempenho do Atlético Mineiro no Campeonato Brasileiro de 2011, Alexandre Cigano acertou, aí eu reconheço. “Já o Atlético terá que enfrentar uma grande luta e grandes desafios. Porém, os Orixás me revelam que o time também passará por grandes mudanças. Através de meus jogos sinto que os Orixás darão muito apoio para o time”.

Mas há uma ressalva. Claro que teria. Orixás darão apoio? Cigano, se não fossem a chegada do técnico Cuca, que deu maior consistência tática ao time, e os gols de André, Daniel Carvalho e cia, o Galo estaria na Série B.

Sobre o Cruzeiro, o vidente foi pior nas previsões. Primeiro diz que o time irá bem, mas que não conquistará o título. Até aí tudo bem, porém Cigano continuou e disse que a Raposa não repetirá a campanha de 2010, quando o clube foi vice-campeão. Não deu para entender. Então o Cruzeiro teria uma campanha boa ou ruim em 2011? Veja o trecho: “O Cruzeiro fará um trabalho muito bom, até mesmo contratações consigo prever, mas não consigo enxergar com clareza a sua vitória (título). Mesmo assim o time chegará bem diferente do ano de 2010”.

Sobre o América Mineiro (terminou em 19º e caiu para a Série B), Cigano anteviu: “O América terá que suar a camisa, pois passará por uma fase difícil. Mesmo assim, com a união dos jogadores, que terão muita confiança neles mesmos, o time terá um considerável avanço e, com ajuda de sua torcida, o Coelho obterá uma colocação digna”. Desde quando ser rebaixado é uma posição honrada para o clube?

Para 2012, Alexandre Cigano previu um fato que me inspirou escrever este texto. Leia e preste atenção no que ele disse sobre a campanha dos três times de Belo Horizonte na Copa do Brasil. “Não vou falar que na Copa do Brasil todos eles terão que segurar a barra, pois vejo muitas batalhas, principalmente para os nossos times mineiros. Mas o Cruzeiro terá seu destaque, já para o Atlético, não vejo um cenário tão otimista neste campeonato. Para o América, deixo meu alerta: o time terá que se esforçar para não voltar a cair”.

Prezado Cigano, vai aí uma observação: para um time não “cair” na Copa do Brasil não precisa de esforço algum, pois não há acesso/descenso em torneios eliminatórios, tá ok?!

Antes de finalizar, deixo vocês com outras previsões de Cigano para o ano que passou. Ao lado, mostro o que realmente aconteceu. E mais abaixo, para não falarem que só citei o Cigano, há três reportagens com previsões de outros "futurólogos" de plantão.

“Mesmo que o ano de 2010 não tenha sido um bom ano na área profissional para Felipe Massa, o ano de 2011 trará alguns obstáculos, porém, ele vencerá algumas competições” – Em 2011, Felipe Massa fez as 19 corridas na Fórmula 1 e a melhor colocação que conseguiu foi o 5º lugar nos GPs da Malásia, Valência, Inglaterra, Alemanha, Abu Dhabi e Brasil.

“O atual técnico Mano Menezes irá permanecer, trazendo algumas conquistas, sendo uma gestão melhor do que a anterior” – O Brasil foi eliminado nos pênaltis pelo Paraguai, nas quartas de final da Copa América, e ainda não temos um time-base formado.

“O jogador Kaká irá brilhar neste novo ciclo do ano, sendo um dos grandes destaques mundiais” – O meia do Real Madrid foi reserva durante o ano inteiro e ainda não conseguiu se firmar no time madridista. De quebra, Kaká não conquistou a confiança de Mano Menezes na Seleção.

“O caso do goleiro Bruno terá seu fim. Já a ossada da falecida Eliza, será um desafio para a nossa polícia, mas, com a ajuda dos Deuses orixás, os restos mortais serão encontrados minimizando o sofrimento da família” – O caso Bruno está mais enrolado que carretel de alfaiate, e o corpo de Eliza Samúdio continua desaparecido.

Previsões para a Libertadores de 2011
Quem seriam os campeões dos principais Estaduais pelo Brasil em 2011, segundo os astrólogos
Para os futurólogos, Ceará e Botafogo conquistariam a Copa do Brasil e o Brasileirão 2011, respectivamente

Manual para fazer uma boa previsão: (Fonte: e-farsas.com)

1) Seja o mais abrangente possível, as chances de errar são nulas;
2) Apele para o lado emocional da plateia, ou – no caso – do leitor;
3) “Prever” morte de algum famoso sempre funciona;
4) Quando for “prever” que alguém vai morrer, nunca cite nomes; (Veja item 1)
5) Nunca deixe nada registrado sobre suas previsões. Algum chato pode querer conferi-las depois (Neste caso, este blogueiro que postou o texto acima);
6) Caso deixe suas previsões registradas em algum lugar, certifique-se de que possa modificá-las no futuro, antes que algum chato queira conferi-las depois; (Veja item 5)
7) Deixe suas previsões guardadas e só as revele ao mundo depois delas acontecerem;
8) Mais importante de todas: caso erre em suas previsões, diga apenas que o futuro é incerto e pode ser mudado!

domingo, 30 de outubro de 2011

Times que mais ficaram na zona rebaixamento nunca caíram juntos para Série B

Com as derrotas no final de semana, Cruzeiro e Ceará continuam correndo sério risco de rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, mesmo não tendo frequentado muitas vezes a zona de desconforto. E o Atlético-MG vem se recuperando e distanciando do Z-4, depois de duas vitórias consecutivas sobre Fluminense e Palmeiras.

Após 32 rodadas, os clubes que ficaram mais vezes entre os quatro últimos do Campeonato Brasileiro são: Avaí (32), Atlético-PR (31), América (27) e Atlético-MG (15). Dos clubes que lutam contra o descenso, além dos citados, o Ceará figurou por cinco rodadas na zona de rebaixamento, enquanto Bahia e Cruzeiro estiveram por três rodadas.

Um levantamento realizado pelo Blog Tabelinha E.C mostra que, na Era dos Pontos Corridos, nunca aconteceu de os quatro times mais assíduos do Z-4 serem rebaixados. O registro é de que pelo menos um clube conseguiu se salvar. E acabou caindo outros times que haviam ficado poucas vezes na zona de perigo. Pode ser uma luz no fim do túnel para o Atlético e um pesadelo para o arquirrival Cruzeiro, já que a queda do América é praticamente inevitável.

Alguns jogadores dizem que não adianta ficar várias rodadas na liderança e no último jogo perdê-la. E que, por isso, o que importa é ficar na liderança na 38ª rodada. O mesmo vale para os times que brigam contra o rebaixamento. O importante é ficar fora do Z-4 na última rodada. Exemplo maior é do Criciúma que, em 2004, ficou na zona da degola apenas nas duas últimas rodadas e, claro, foi rebaixado.

Desde 2008, dois clubes se salvam

O retrospecto dos últimos Campeonatos Brasileiros é ainda mais animador para a turma de baixo. Desde 2008, pelo menos dois clubes, entre os mais frequentadores do Z-4, conseguiram escapar da queda para a Série B. Foram os casos de Fluminense e Santos (2008); Botafogo e Fluminense (2009); e Atlético-GO e Atlético-MG (2010).

Desta forma, o Atlético-MG tem grande possibilidade de permanecer na Série A, mantendo o curioso tabu do campeonato. Por outro lado, Bahia, Cruzeiro e Ceará devem abrir os olhos, pois mesmo ficando poucas rodadas na zona vermelha, eles têm possibilidade de ser um dos rebaixados. O recente desempenho no returno do Tricolor baiano, da Raposa e do Vovô - os três times vêm em queda livre - mostra que a constatação levantada pelo Tabelinha E.C não se trata de uma mera coincidência.

Veja abaixo a relação dos clubes que mais ficaram na zona de rebaixamento e os que caíram, desde 2003:


Ø     2003 (46 rodadas): Nenhum dos times que ficou mais rodadas na zona de rebaixamento caiu
       - Os quatro clubes que permaneceram mais rodadas no Z-4: Juventude (25) e Grêmio (ficou 22 rodadas e só escapou na penúltima)
       - Rebaixados: Fortaleza (havia ficado apenas 5 rodadas no Z-4) e Bahia (ficou apenas 7 rodadas)

Ø     2004 (46 rodadas): 2 dos 4 times caíram
- Mais rodadas ficaram no Z-4: Guarani (34), Botafogo (33), Flamengo (26) e Grêmio (22)
- Rebaixados: Criciúma (figurou no Z-4 apenas nas duas últimas rodadas), Vitória (ficou 8 rodadas), Guarani e Grêmio

Ø    2005 (42 rodadas): 3 dos 4 times caíram
- Mais rodadas ficaram no Z-4: Atlético-MG (37), Figueirense (33), Paysandu (31) e Brasiliense (21)
- Rebaixados: Coritiba (ficou no Z-4 nas cinco últimas rodadas), Atlético-MG, Paysandu e Brasiliense

Ø    2006 (38 rodadas): 3 dos 4 times caíram
- Mais rodadas ficaram no Z-4: Santa Cruz (36), Fortaleza (29), São Caetano (17) e Corinthians (17)
- Rebaixados: Ponte Preta (13 rodadas - sendo que ficou durante as nove últimas), Fortaleza, São Caetano e Santa Cruz

Ø    2007: 3 dos 4 times caíram
- Mais rodadas ficaram no Z-4: América-RN (35), Juventude (34), Náutico (21) e Paraná (13)
- Rebaixados: Corinthians (9 rodadas, e caiu apenas na última), Juventude, Paraná e América-RN

Ø    2008: 2 dos 4 times caíram
- Mais rodadas ficaram no Z-4: Ipatinga (35), Fluminense (25), Santos (20) e Portuguesa (18)
- Rebaixados: Figueirense (caiu para o Z-4 faltando apenas 6 rodadas para o fim e não conseguiu sair), Vasco (14), Portuguesa e Ipatinga

Ø     2009: 2 dos 4 times caíram
- Mais rodadas ficaram no Z-4: Sport (29), Fluminense (27), Náutico (26) e Botafogo (20)
- Rebaixados: Coritiba (9), Santo André (15), Náutico e Sport

Ø     2010: 2 dos 4 times caíram
- Mais rodadas ficaram no Z-4: Goiás (32), Atlético-GO (27), Grêmio Prudente (26) e Atlético-MG (25)
- Rebaixados: Vitória (7), Guarani (caiu para o Z-4 faltando apenas 6 rodadas para o fim e não conseguiu sair), Goiás e Grêmio Prudente

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Rendimento de técnicos prejudica clubes mineiros na luta contra rebaixamento

O Cruzeiro anunciou, no início da tarde desta segunda-feira, Vagner Mancini como o treinador para salvar o time da queda para a Série B do Campeonato Brasileiro. Mas a troca no comando técnico não tem surtido efeito para a regularidade no desempenho de América, Atlético e Cruzeiro no torneio nacional.

Pelo contrário, os números mostram que o aproveitamento dos técnicos tem prejudicado os três times na luta contra o rebaixamento. As saídas de Mauro Fernandes, Dorival Júnior, e Cuca não contribuíram em nada para melhorar o desempenho das equipes dentro do Brasileirão.

Os matemáticos dizem que 45 pontos são suficientes para um time não cair para a Série B. Portanto, nos 12 jogos restantes do campeonato, o Cruzeiro terá que fazer 16 pontos para se manter na Série A. Assim, o quarto treinador celeste no Brasileirão vai ter que levar o time a vencer cinco partidas e empatar uma, ou ainda, vencer quatro e empatar outras quatro.

Um aproveitamento de 44,4%, número que apenas Joel Santana conseguiu atingir até o momento. No início do campeonato, Cuca era o treinador e, após a eliminação na Libertadores, conseguiu apenas 20% de aproveitamento e foi demitido. Veio Joel Santana, mas, apesar do desempenho de 60%, o estilo de jogo defensivo fez com que o “papai Joel” desagradasse diretoria e torcida. Emerson Ávila foi efetivado no cargo, mas não conseguiu vencer em seis jogos e amargou pífios 11,1% de rendimento.

Vagner Mancini foi anunciado como novo técnico
do Cruzeiro. (foto: LC Moreira/Lancenet)

Vagner Mancini chega com números modestos. A título de comparação – pois os times são diferentes –, no Ceará, Vagner Mancini conquistou 39,1% dos pontos nos 23 jogos do campeonato, o que, nas projeções de hoje, pode representar a queda do Cruzeiro para a Série B.

Já o Atlético terá que somar 20 pontos nas próximas 12 partidas para não cair. Um aproveitamento de 55,5%, o que nem Dorival muito menos Cuca – até o momento – conseguiram alcançar. Nas 15 partidas em que dirigiu o alvinegro, Dorival conquistou 15 pontos (33,3%). Foi demitido pela diretoria e Cuca assumiu. Em 11 jogos, o atual comandante melhorou o conjunto da equipe, mas piorou os números e conquistou 10 pontos em 11 jogos (30,3%).

A pior situação é a do América. Virtual rebaixado, o time precisa conquistar 26 pontos em 36 possíveis. Um rendimento de 72,2%. E, de todos os três treinadores que tentaram, nenhum deles conseguiu alcançar sequer a metade deste aproveitamento proposto para escapar da degola. Mauro Fernandes conquistou apenas seis pontos (22,2%). Antônio Lopes somou mais dois e derrubou o rendimento para 16,6% e Givanildo Oliveira elevou para 30,5% o aproveitamento americano no campeonato. Mesmo assim, não é o suficiente para tirar o clube da zona de rebaixamento.

Veja o aproveitamento de cada treinador neste Brasileirão:

América:
- Mauro Fernandes: 22,2% aproveitamento em 9 jogos (6 pontos em 27 possíveis)
- Antônio Lopes: 16,6% aproveitamento em 4 jogos (2 pontos em 12 possíveis)
- Givanildo Oliveira: 30,5% aproveitamento em 12 jogos (11 pontos em 36 possíveis)

* Milagres, técnico dos juniores, dirigiu o América, interinamente, durante a troca de Lopes por Givanildo, na derrota por 2 a 1 para o Corinthians.

Atlético:
- Dorival Júnior: 33,3% aproveitamento em 15 jogos (15 pontos em 45 possíveis)
- Cuca: 30,3% aproveitamento em 11 jogos (10 pontos em 33 possíveis)

Cruzeiro:
- Cuca: 20% aproveitamento em 5 jogos (3 pontos em 15 possíveis)
- Joel Santana: 60% aproveitamento em 15 jogos (24 pontos em 45 possíveis)
- Emerson Ávila: 11,1% aproveitamento em 6 jogos (2 pontos em 18 possíveis)
- Vagner Mancini (comando do Ceará): 39,1% aproveitamento nos 23 jogos (27 pontos em 69 possíveis)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Minas é o terceiro pior estado do Brasileirão

Não é de hoje que Minas Gerais decepciona no Campeonato Brasileiro. O problema veio à tona justamente por causa do Cruzeiro, que sempre regulou e agora vai muito mal na competição nacional. Nas últimas três edições do Brasileirão, com exceção a 2009, o Atlético penou para ficar na Série A e o América, que chegou a amargar a Série C, era esperado a situação em que o time se encontra na classificação.

Nos últimos quatro anos, o aproveitamento dos times rebaixados foi entre 27% e 38%. Se levarmos em conta o desempenho das equipes por Estado, Minas Gerais está entre os três piores e estaria na zona de rebaixamento do "Campeonato Brasileiro por Estado".

Apenas o eixo Rio-São Paulo tem desempenho superior a 50% no campeonato. O Rio de Janeiro aparece em primeiro lugar com 57% de aproveitamento. Os paulistas vêm logo em seguida com 54%. Os gaúchos estão em terceiro com 48%. Como o estado de Goiás tem apenas um representante, aparece em quarto com 43% de aproveitamento.

O Paraná está em quinto com 39%. Assim como o estado do Ceará. Em antepenúltimo lugar aparece Minas Gerais que, com suas três equipes, conseguiu o aproveitamento discreto de 38% durante as 23 rodadas – assim, o Estado seria rebaixado considerando-se a média de aproveitamento das últimas edições do campeonato. Santa Catarina é o penúltimo com 37,5%. E a Bahia, com único representante do estado, ficou na lanterna com apenas 35% de aproveitamento.

Regularidade para uns e irregularidade para outros

Considerando-se apenas as últimas dez rodadas do Brasileirão, as três equipes de Minas Gerais permanecem mal. América, Atlético e Cruzeiro continuam com desempenho ruim e rigorosamente igual: 33,33%. O Cruzeiro (14º) está à frente do Atlético (15º) apenas no saldo de gols: 0 contra menos 4. Até o número de vitórias, empates e derrotas entre eles é idêntico. Já o América (16º) tem uma vitória a menos.

Já os times do Rio levam ampla vantagem sobre os demais. Fluminense, Botafogo e Vasco lideram com aproveitamento superior a 60% nos dez últimos jogos. O único carioca que destoa é o Flamengo, que derrapou feio depois que perdeu a invencibilidade e tem 30% de aproveitamento. A dupla de gaúchos também evoluiu. O Grêmio é o quinto e o Inter o sexto melhor.

Enquanto isso, os três times da capital paulista ainda vivem do ótimo início de campeonato, mas estão caindo. Nos últimos dez jogos, o São Paulo é que mais regulou e está na sétima colocação com 53,33% de aproveitamento. O Corinthians, atual líder, vem jogando mal e está em décimo primeiro com 46,67%. E o Palmeiras é o time de pior aproveitamento, com 30% dos pontos obtidos. O Santos começou mal, porém vem se recuperando, está em décimo lugar e conquistou 51,85% dos pontos que disputou.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Os mais regulares do Brasil: pra melhor ou pra pior

A péssima campanha dos times mineiros no Campeonato Brasileiro deste ano é de se assustar, principalmente se tratando de Atlético e Cruzeiro, e levando-se em conta que a Raposa quase sempre regula nos pontos corridos. Em um levantamento feito pelo Tabelinha E.C, a equipe celeste é o único clube entre os grandes do país que permaneceu pelo menos uma rodada no grupo dos quatro primeiros colocados no Campeonato Brasileiro, desde a edição de 2003. No rumo contrário, o Atlético-MG tem o recorde negativo de ser a equipe que mais figurou entre os quatro últimos da competição nacional.

Até a 18ª rodada do Brasileirão, o Cruzeiro é o segundo clube que mais permaneceu no grupo dos quatro primeiros desde o ano de 2003, com 145 rodadas. Perde apenas para o São Paulo, líder absoluto em permanência no G-4, com 181 rodadas. E em apenas três anos – justamente nas temporadas em que foi campeão brasileiro – o Tricolor Paulista acumulou 76 rodadas entre os quatro primeiros lugares. O Santos é o terceiro com 140.

A campanha irregular no Brasileiro deste ano, no entanto, traz consequências para o time celeste, que ainda não figurou no G-4 e já esteve por três rodadas na zona de rebaixamento. A troca prematura no comando técnico, a carência de um esquema de jogo, a perda da base de jogadores que era mantida desde 2008 – com as saídas de Jonathan, Henrique, Leonardo Silva e agora Thiago Ribeiro e Gil, além da contusão de Wallyson – e a falta de opções nas laterais e no ataque, prejudica a campanha celeste no Brasileirão de 2011.

Ranking mostra os clubes que permaneceram no G-4
por mais tempo na 'Era dos Pontos Corridos'

Justamente no ano que Zezé Perrella anuncia que desistiu da reeleição e põe fim à dinastia Perrella no Cruzeiro, após 17 anos. Passa a impressão de que o atual presidente celeste está ‘lavando as mãos’ para a campanha deste ano porque na temporada seguinte o problema estará nas mãos de outro.

E se o título está praticamente descartado, a vaga para a Copa Libertadores – em que o clube participou das últimas quatro edições – também fica mais distante.

Números negativos do Atlético-MG

A falta de planejamento nas três últimas gestões do Atlético-MG (Ricardo Guimarães, Ziza Valadares e Alexandre Kalil), expõe o alvinegro das Minas Gerais aos piores números do Brasileirão, desde 2003. O Galo amarga o 11º lugar no ranking dos times que mais figuram no G-4, com apenas 41 aparições.

Foi o terceiro pior desempenho entre os grandes do Brasil, só ficando à frente de Atlético-PR e Vasco. A campanha de 2009 foi o que impulsionou o Galo para não ficar com a mais discreta performance entre todos. Naquele ano, foram 24 rodadas entre os quatro primeiros.

Na lista com os treze clubes que mais rodadas permaneceram na zona de rebaixamento, desde a edição de 2003, o Atlético-MG está no topo, com 80 rodadas. Não é à toa que o clube mineiro, que já caiu para a Série B em 2006, corre sério risco de ser o único clube grande a ser rebaixado pela segunda vez na história. E em tão pouco tempo. O Atlético-PR vem em seguida com 71 presenças no Z-4, enquanto o Fluminense aparece em terceiro com 62 rodadas.

Ranking mostra os clubes que permaneceram no Z-4
por mais tempo na 'Era dos Pontos Corridos'

No período de 2003 a 2011, a direção do Atlético-MG inundou o clube com várias contratações e não manteve uma base de jogadores. O que pode ser a principal justificativa para tantos números ruins entre os times grandes do país.

Desde a primeira edição do Brasileirão com pontos corridos, o clube que menos rodadas esteve no Z-4 é o arquirrival do Atlético-MG. O Cruzeiro figurou apenas seis rodadas entre os quatro últimos do Brasileirão. O Internacional vem em seguida, com sete aparições, e depois o São Paulo, com dez rodadas na zona de rebaixamento.

Claro que esses números negativos deixam de ser motivo de orgulho para cruzeirenses, colorados e são-paulinos. Mas serve como inspiração para a realização um trabalho pensado ao longo dos anos, com coerência, contratações pontuais e manutenção de elenco.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Fim dos embalos de sábado à noite no Brasileirão

Fanáticos por futebol que também gostam de curtir a "balada" podem comemorar. A Confederação Brasileira de Futebol anunciou hoje a alteração do horário de alguns jogos do Campeonato Brasileiro da Série A. As mudanças passam a valer a partir do dia 20 de agosto, na 18ª rodada. A partir daí, as partidas de sábado acontecerão apenas às 18 horas, o que extermina jogos realizados às 21 horas, no mesmo horário que "rolam" várias baladas. Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves agradecem... opa, quer dizer, a TORCIDA agradece. E os confrontos do fim da tarde e início de noite dos domingos foram antecipados em meia hora e passarão a começar às 18 horas.

As mudanças foram ótimas, mas pode e tem que melhorar. O horário das 18 horas para os jogos de domingo ainda é ruim para o torcedor que vai ao estádio. Neste dia, as partidas deveriam acontecer somente às 16 horas, e às 17 no Horário de Verão. Sem falar nos confrontos das 21h50 em plena quarta-feira!! Pode soar utopia, mas a CBF e, principalmente, a Rede Globo ficam devendo mais estas alterações.

Crédito: GloboEsporte.com

O torcedor deve cobrar, especialmente, nos jogos de quarta-feira à noite. De que forma? Não indo aos estádios ou deixando de adquirir o PFC. Não tenho essa informação, mas provavelmente o motivo das alterações partiu da TV que deve ter visto cair as vendas de pacotes pay-per-view nestes horários esdrúxulos.

Veja abaixo o público pagante de todos os jogos realizados aos sábados, 9 horas da noite. Das 12 partidas, apenas três superaram a marca de 10 mil torcedores e nenhum confronto chegou a registrar 20 mil espectadores.

O ator John Travolta na capa do filme
"Os Embalos de Sábado à Noite", de 1977
21 de maio
Santos 1 x 1 Internacional 
Público: 4.532 pagantes (até o momento, é o segundo pior público do Santos na competição)

28 de maio
São Paulo 1 x 0 Figueirense
Público: 9.931 pagantes (até o momento, é o segundo pior público do São Paulo na competição)

04 de junho
Figueirense 2 x 0 Atlético-GO 
Público: 6.913 pagantes (até o momento, é o segundo pior público do Figueirense na competição)

11 de junho
Vasco 1 x 1 Figueirense 
Público: 14.680 pagantes (até o momento, é o segundo MELHOR público do Vasco na competição. Este foi a exceção).

25 de junho
Cruzeiro 2 x 1 Coritiba
Público: 5.256 pagantes (até o momento, é o pior público do Cruzeiro na competição)

30 de junho
Atlético-MG 0 x 4 Internacional 
Público: 7.595 pagantes (até o momento, é o segundo pior público do Atlético-MG na competição)

30 de junho
Fluminense 3 x 1 Atlético-PR
Público: 3.449 pagantes (até o momento, é o pior público do Fluminense na competição)

09 de julho
Atlético-PR 0 x 0 Avaí
Público: 10.045 pagantes (até o momento, é o pior público do Atlético-PR na competição)

16 de junho
Santos 2 x 1 Atlético-MG
Público: 4.717 pagantes

23 de julho
Flamengo 1 x 1 Ceará
Público: 4.737 pagantes (até o momento, é o segundo pior público do Flamengo na competição)

30 de julho
Palmeiras 3 x 2 Atlético-MG
Público: 9.983 pagantes (até o momento, é o segundo pior público do Palmeiras na competição)

06 de agosto
Atlético-MG 1 x 2 Figueirense
Público: 15.619 pagantes

Confira a relação dos jogos do Campeonato Brasileiro Série A que tiveram o horário alterado (times mineiros em destaque):

20/08 – sábado

18h - Cruzeiro x Ceará
18h - Botafogo x Atlético-MG
18h - Corinthians x Figueirense

21/08 – domingo

18h - Atlético-PR x América
18h - Vasco x Fluminense
18h - Bahia x Santos

27/08 – sábado

18h - Coritiba x Atlético-PR
18h - América x Atlético-GO
18h - Fluminense x Botafogo

28/08 – domingo

16h - Ceará x Bahia
18h - Atlético-MG x Cruzeiro
18h - Figueirense x Avaí